Pão & Prosa

O pão que não pode faltar e a prosa gostosa de sempre!

Será que tem jeito?

Por Gil Nascimento

Eu vivo observando as coisas por onde ando e vejo os estudantes de hoje e me preocupo com o país de amanhã, jovens que vivem uma vida desorientada, com suas fardas rasgadas, calças desfiadas, cabelos pintados, as meninas com as “barriguinhas” de fora, mostrando o pircing e suas tatuagens “transadas”, jovens mães que nem aprenderam a ser filhas, quando não é tudo isso, é farda enrolada na mão, ou pendurada nos ombros, fantasiados de jovens palhaços, com gírias quase sem traduções.

 Se procurarmos saber dos jovens com idade entre 16 e 20 anos sobre o cenário atual da política nacional, dificilmente poderão descrever a situação atual, por que não acompanham nada, até por quê essa mídia oportunista que está ai não tem o compromisso de informar e instruir e sim em formar opiniões para o lado a ou o lado b, dependendo de suas conveniência.

 A educação sempre foi decadente o que mudou foram os estudantes, hoje já não há mais luta, nem reivindicações, nada, não por que está tudo as mil maravilhas e sim por que os alunos de hoje vivem a margem da realidade, não vivênciam os problemas e até acham que se beneficiam com alguns, tipo, se tem greve nas escolas, os alunos vão a praia, shopping, bares e baladas, as escolas voltam e eles não ao mínimo fazem idéia do motivo pelo qual suas escolas deflagraram greve.

 O preconceito que há com a raça negra, tem origem histórica, mas muitos dos filhos daqueles que sofreram a segregação racial de tempos atrás, hoje mancham o nome e a luta de seus antepassados, quando se marginalizam, achando que estão na moda, falam em guetos e favelas sem ao menos conhecer a realidade de um, agem como animais e demonstram toda a sua falta de educação em ambientes públicos como se não pudessem evitar, desvirtuam e modificam o sentido das coisas a seu prejuízo, andam em bandos como se formarem quadrilhas, já não freqüentam mais bibliotecas, nem compartilham com a historia, acham eles que estão escrevendo a nova historia da raça negra, raça essa que rir de se própria, quando encontra seu semelhante maltrapilho, faminto ou na miséria total, acham graça do seu par pela sorte desgraçada ou pela falta de sorte, uma classe de analfabetos funcionais, alguns poucos ainda almejam melhorar de vida, mas não como negros e sim como falsos burgueses, antes que comecem a polêmica, sou negro, periférico e tudo que falei até aqui eu vi, vive e ouvi, nos ambientes por onde passei.

É uma pena, mas a verdade tem que ser dita, desmistificada, sem a mascara da demagogia ou da hipocrisia, não que se exigir respeito a quem não se respeita, seremos sempre alvo de piadas e brincadeiras, mas o que está incomodando agora é que além de alvo somos os carrascos de nós mesmos.

 O Analfabetismo funcional é crescente e oculto, pouca gente fala nele, por que cita-lo é falar de muita gente, então deixam ai, nas mensagens subliminares da TV, que tem que adequar sua linguagem todos os dias para não ser incompreendido pela massa, essa mesma massa que quase não se compreende.

Hoje acordei chateado com tudo isso e tinha que desabafa. Esse post não tem imagem, para quê ilustrar o que está estampado em cada esquina da cidade.

 

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